
A princípio, este artigo é destinado a médicos e fornece uma visão geral da avaliação inicial da síndrome coronariana aguda.
Em primeiro lugar, a síndrome coronariana aguda (SCA) é uma condição médica grave que ocorre quando o fluxo sanguíneo para o coração é bloqueado, causando danos ao músculo cardíaco.
Em contrapartida, a SCA pode ser dividida em dois tipos principais: infarto agudo do miocárdio (IAM) e angina instável (AI).
A princípio, o IAM é uma condição em que o fluxo sanguíneo para uma parte do coração é bloqueado, causando a morte de células cardíacas. Já a AI(angina instável) é uma condição em que o fluxo sanguíneo para o coração é intermitentemente bloqueado, causando dor no peito.
Portanto, o diagnóstico precoce e o tratamento imediato da SCA são essenciais para reduzir o risco de morte e complicações.
Desse modo, a avaliação inicial do paciente com suspeita de SCA é um passo fundamental para o diagnóstico e tratamento adequados.
Avaliação dos Fatores de Risco da Síndrome Coronariana Aguda
Nesse sentido, a avaliação inicial do paciente com suspeita de SCA deve incluir uma avaliação dos fatores de risco para a doença. Os fatores de risco para a SCA incluem:
- Idade
- Sexo masculino
- História familiar de doença cardíaca
- Tabagismo
- Hipertensão arterial
- Diabetes mellitus
- Dislipidemia
- Obesidade
- Sedentarismo
Avaliação da Dor Torácica da SCA

A saber, a dor torácica é o sintoma mais comum da SCA. Este sintoma na SCA é geralmente descrita como uma dor ou desconforto no peito que pode ser, por exemplo:
- Opressiva
- Queimante
- Em aperto
- Apertado
- Do tipo pontada
Apesar disso, a dor torácica na SCA pode ser irradiada para os braços, pescoço, mandíbula ou costas. Esta dor pode ser acompanhada de outros sintomas, como:
- Falta de ar
- Náuseas
- Vômitos
- Sudorese
- Tontura
- Dispneia paroxística noturna
Classificação da Dor Torácica na Síndrome Coronariana Aguda
Conforme as diretrizes, a dor torácica na SCA pode ser classificada em quatro tipos, com base em seus características:
- Tipo A: dor torácica típica, com todos os três critérios abaixo:
- Localização retroesternal ou precordial
- Duração de pelo menos 20 minutos
- Melhora com o repouso ou nitrato
- Tipo B: dor torácica atípica, com dois ou mais dos três critérios do tipo A
- Tipo C: dor torácica não anginosa, com apenas um dos três critérios do tipo A
- Tipo D: dor torácica não anginosa, sem nenhum dos critérios do tipo A
Avaliação dos Sinais de Instabilidade Nos Pacientes Com SCA
Em primeiro lugar, a avaliação dos sinais de instabilidade é importante para identificar pacientes com SCA que apresentam um maior risco de morte ou complicações.
Assim, os sinais de instabilidade incluem:
- Dor torácica em repouso
- Duração da dor torácica maior que 30 minutos
- Angina em crescendo
- Infarto agudo do miocárdio prévio
Então, abaixo preparamos alguns casos clínicos comuns e atípicos para você entender mais sobre o assunto:

1º Caso Clínico Comum de Síndrome Coronariana Aguda
- Paciente: A saber, um homem de 55 anos, hipertenso, diabético e fumante, com dor torácica típica há 30 minutos. Antes de mais nada, sua dor é descrita como uma sensação de aperto no peito, que piora com o esforço e melhora com o repouso. Nesse ínterim, o paciente também relata náuseas e sudorese.
- Classificação: Dor torácica do tipo A, sugestiva de infarto agudo do miocárdio.
- Tratamento: Por fim, o paciente foi encaminhado para a sala de cateterismo cardíaco, onde foi realizado um cateterismo diagnóstico e terapêutico. Ademais, o cateterismo revelou uma trombose coronariana, que foi tratada com angioplastia e colocação de stent.
2º Caso Clínico Comum de SCA
- Paciente: Homem de 75 anos, hipertenso, diabético e fumante há 40 anos, com dor torácica típica há 6 horas. A princípio, sua dor é descrita como uma sensação de aperto no peito, que piora com o esforço e melhora com o repouso. Ora o paciente relata náuseas ora vômitos e sudorese.
- Classificação: Dor torácica do tipo A, sugestiva de infarto agudo do miocárdio.
- Tratamento: Então, o paciente foi encaminhado para a sala de cateterismo cardíaco, onde foi realizado um cateterismo diagnóstico e terapêutico. Por fim, o cateterismo revelou uma oclusão total da artéria coronária esquerda, que foi tratada com angioplastia e colocação de dois stents.
1º Caso Clínico Atípico de Síndrome Coronariana Aguda
- Paciente: Sobretudo, uma mulher de 35 anos, sem fatores de risco conhecidos, com dor torácica atípica há 1 hora. A dor é descrita como uma sensação de queimação no estômago, que irradia para o peito. Todavia a paciente também relata tontura e náuseas.
- Classificação: Dor torácica do tipo B, sugestiva de angina instável.
- Tratamento: Como resultado, o paciente foi internado para observação e recebeu tratamento com nitroglicerina e aspirina. Então, após 24 horas, a dor torácica desapareceu e o paciente foi liberado para casa.
A seguir, são alguns exemplos de como a classificação da dor torácica pode ser útil na prática clínica:
- Pacientes com dor torácica do tipo A têm maior probabilidade de ter SCA. Então, esses pacientes devem ser avaliados com urgência para diagnóstico e tratamento.
- Pacientes com dor torácica do tipo B têm probabilidade menor de ter SCA, mas ainda podem precisar de avaliação adicional.
- Pacientes com dor torácica do tipo C ou D têm probabilidade muito baixa de ter SCA. Portanto, esses pacientes podem ser avaliados com mais calma e podem não precisar de exames adicionais.
2º Caso Clínico Atípico de SCA
- Paciente: Homem de 65 anos, sem fatores de risco conhecidos, com dor torácica atípica há 2 dias. A dor é descrita como uma sensação de aperto no peito, que piora com o esforço e melhora com o repouso. O paciente também relata fadiga e falta de ar.
- Classificação: Dor torácica do tipo B, sugestiva de angina instável.
- Tratamento: O paciente foi internado para observação e recebeu tratamento com nitroglicerina e aspirina. Após 48 horas, a dor torácica desapareceu e o paciente foi liberado para casa com acompanhamento ambulatorial.
Você Está Preparado para Atender Uma Síndrome Coronariana Aguda?
Por fim, a avaliação inicial do paciente com suspeita de SCA é um passo fundamental para o diagnóstico e tratamento adequados.
Então, a avaliação dos fatores de risco, da dor torácica e dos sinais de instabilidade são essenciais para identificar pacientes com SCA e para determinar a gravidade da doença.
Portanto, lembre-se: a formação contínua é a chave para o sucesso em qualquer profissão.
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