A princípio, a taquicardia supraventricular (TSV) é uma arritmia cardíaca caracterizada por uma frequência cardíaca acima de 100 batimentos por minuto, com origem nos átrios ou no nó atrioventricular (NAV).
As TSVs podem ser divididas em paroxísticas e persistentes, sendo as paroxísticas as mais comuns.
As TSVs paroxísticas são episódios súbitos de arritmia que geralmente duram alguns minutos ou horas. Elas são geralmente benignas e não causam sintomas significativos. No entanto, em alguns casos, as TSVs paroxísticas podem causar sintomas como palpitações, dispneia, tontura ou dor torácica.
Diagnóstico de Taquicardia Supraventricular
O diagnóstico de TSV é feito com base no exame físico, no eletrocardiograma (ECG) e, em alguns casos, em exames complementares como o Holter de 24 horas.
Tratamento da TSV
O tratamento da TSV paroxística estável é focado na reversão da arritmia. As principais medidas terapêuticas são:
- Manobras vagais: as manobras vagais são técnicas que estimulam o nervo vago, que pode ajudar a reduzir a frequência cardíaca. As manobras vagais mais comuns são a manobra de Valsalva, a compressão do seio carotídeo e a insuflação de oxigênio sob pressão.
- Adenosina: a adenosina é um medicamento que bloqueia a condução elétrica no NAV, o que pode ajudar a reverter a TSV.
- Medicamentos antiarrítmicos: os medicamentos antiarrítmicos podem ser usados para prevenir novos episódios de TSV.
Casos Clínicos de Taquicardia Supraventricular Estável
A seguir, são apresentados quatro casos clínicos ilustrativos de TSV paroxística estável:
Caso 1
Um homem de 50 anos chega à sala de emergência com queixa de palpitações. Ele relata que as palpitações começaram há cerca de 30 minutos e que estão piorando. O exame físico é normal. O ECG mostra uma taquicardia regular com QRS estreito.
O médico realiza uma manobra de Valsalva, que é bem-sucedida na reversão da arritmia. O paciente é liberado em bom estado geral.
Caso 2
Uma mulher de 30 anos chega à sala de emergência com queixa de dispneia. Ela relata que as palpitações começaram há cerca de 1 hora e que estão piorando. O exame físico é normal. O ECG mostra uma taquicardia regular com QRS estreito.
O médico administra uma dose de adenosina, que é bem-sucedida na reversão da arritmia. A paciente é liberada em bom estado geral.
Caso 3
Um homem de 70 anos chega à sala de emergência com queixa de dor torácica. Ele relata que as palpitações começaram há cerca de 2 horas e que estão piorando. O exame físico é normal. O ECG mostra uma taquicardia regular com QRS estreito.
O médico administra uma dose de adenosina, que não é bem-sucedida na reversão da arritmia. O paciente é internado para observação e tratamento com medicamentos antiarrítmicos.
Caso 4
Uma mulher de 65 anos chega à sala de emergência com queixa de tontura. Ela relata que as palpitações começaram há cerca de 4 horas e que estão piorando. O exame físico é normal. O ECG mostra uma taquicardia regular com QRS estreito.
O médico administra uma dose de adenosina, que não é bem-sucedida na reversão da arritmia. O paciente é internado para observação e tratamento com medicamentos antiarrítmicos.
A reversão de uma taquicardia supraventricular estável na sala de emergência é uma tarefa importante e desafiadora
A reversão de uma taquicardia supraventricular estável na sala de emergência é uma tarefa importante e desafiadora. As principais medidas terapêuticas são as manobras vagais e a adenosina. Em alguns casos, os medicamentos antiarrítmicos podem ser necessários para prevenir novos episódios de TSV.
